Arcos

“Arcos” é uma ode à alma carioca, à sua musicalidade e à arquitetura que testemunha o encontro entre o passado colonial e a vibração moderna da cidade. A obra recria o cenário icônico dos Arcos da Lapa, transformando-o em um mosaico de cor, ritmo e afeto. Rochart traduz o Rio de Janeiro como um espaço simbólico de convivência e expressão. Sob o calor do sol, o branco dos arcos se ergue como espinha dorsal da paisagem, enquanto as figuras humanas dançam, tocam e celebram — representando a força da cultura popular que pulsa nas ruas. As formas geométricas e os planos coloridos compõem uma harmonia visual que remete à estrutura do samba: equilíbrio entre repetição e improviso. O azul profundo sugere o frescor do mar e da noite, o vermelho e o laranja evocam a paixão e a vida que vibram em cada esquina. “Arcos” é, portanto, um retrato da brasilidade em movimento — o encontro entre o concreto e o espontâneo, entre o monumento e o gesto humano. A obra não representa apenas o Rio de Janeiro: ela o reinventa como um espaço onde o corpo é instrumento, a cor é som, e a arquitetura se transforma em poesia visual.