Mulheres

“Mulheres” é uma homenagem à ancestralidade feminina e à sua presença silenciosa, porém profundamente transformadora. A obra evoca o caminhar coletivo de mulheres que, unidas pela terra e pela história, seguem em direção à luz — símbolo de continuidade, resistência e renascimento. Rochart cria um cenário em tons de fogo — laranjas, ocres e vermelhos — que se fundem ao pôr do sol, enquanto as figuras alongadas, quase etéreas, caminham com leveza e poder. Seus corpos são sombras que pertencem à terra; suas saias, adornadas por padrões orgânicos, transformam-se em extensões da natureza, lembrando folhas, raízes e veios vitais. A paleta cromática dialoga com o calor do solo e o espírito das savanas tropicais, num encontro entre o sagrado e o cotidiano, entre o feminino arcaico e o moderno. As mulheres não têm rostos — porque representam todas: as que vieram antes, as que resistem hoje e as que virão. “Mulheres” é uma metáfora sobre força silenciosa, beleza interior e coletividade. É o retrato da caminhada eterna da mulher brasileira — herdeira de memórias africanas, indígenas e europeias — que, mesmo em meio às intempéries, carrega em si o sol, o ritmo e a esperança de um novo dia.

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