O Bumba

“O Bumba” é uma celebração visual do imaginário popular brasileiro — um tributo às festas, mitos e cores que nascem do povo e ganham o mundo. Inspirada no folclore do Bumba Meu Boi, a obra recria a cena como um espetáculo ritual, onde fé, música e alegria se fundem em um mesmo compasso. Rochart traduz a narrativa mítica em uma composição vibrante e simbólica: o boi, coberto de estrelas, surge como figura cósmica — um elo entre o céu e a terra, o divino e o humano. As fitas coloridas e os elementos geométricos dançam em torno dele, formando uma coreografia de movimento, ritmo e devoção. Cada personagem, com suas roupas tradicionais, evoca o coletivo: o tambor, o chocalho, o corpo em festa. O azul profundo do céu, pontuado de astros dourados, reflete o encantamento das noites nordestinas e a espiritualidade que permeia a cultura popular. Nesta obra, o artista faz do tecido digital uma narrativa visual da brasilidade, onde o gesto popular se transforma em arte erudita. A força da composição está na síntese entre o primitivo e o moderno, entre a geometria construtiva e a emoção instintiva do povo. “O Bumba” é mais do que uma cena folclórica — é um símbolo da vida que pulsa nas festas brasileiras, um convite à memória coletiva e ao encantamento que habita as danças, os ritos e os sons do Brasil profundo.

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