O filho que eu quero ter

Nesta imagem, a maternidade se dissolve da ideia de perfeição — aqui, ela é fluida, inacabada, feita de silêncios, dúvidas e gestos interrompidos. as figuras, quase sem rosto, revelam que ser mãe não tem forma fixa: é um território em constante mutação, onde amor e exaustão, desejo e medo, convivem em harmonia imperfeita. O fundo colorido e fragmentado sugere esse caos fértil, onde a vida se reorganiza entre curvas, folhas e linhas desconexas. não há ideal, há movimento. Não há modelo, há multiplicidade. A beleza da maternidade, nesta obra, está justamente no desequilíbrio — no modo como o imperfeito se torna poético, como o instinto e a incerteza constroem um laço que nunca é o mesmo. Ser mãe, afinal, é habitar o caos e, nele, descobrir infinitas possibilidades de amor.

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