Tudo o que não cabe

A obra investiga a identidade como um campo instável, construída a partir da técnica de colagem de fragmentos, sobreposições e interrupções. O rosto feminino, parcialmente oculto, opera como um dispositivo simbólico de silêncio, contenção e resistência. A geometria cromática atua como tentativa de racionalização da experiência sensível, enquanto o elemento líquido, em estado de escorrimento, rompe essa estrutura, revelando o limite entre controle e transbordamento. Símbolos como mãos, flores e objetos gráficos acionam memórias corporais, afetivas e temporais, criando uma narrativa não linear.