Pai que Cura

Pai não nasce pronto. Não é perfeito e não se esconde atrás de força vazia. Decide, diariamente,
que seus traumas não serão herança. Transforma vazio em presença,
lacuna em acolhimento, incerteza em confiança.
Cura-se primeiro para não ferir depois.
Entende que infância é território sagrado.
Ao invés de repetir dores, interrompe ciclos.
Ao invés de endurecer, aprende a acolher.
E assim, em silêncio e constância, ele transcende.
Transcende o passado.
Transcende o padrão.
Não por ser herói, mas por ser consciente.
Torna-se invisível ao mundo, mas eterno para os filhos.
Inspirado em um pai real.
Em homenagem a todos os pais que merecem esse título.