Vegan 2

Série: No Antropoceno
Obras: Vegan 1, Vegan 2
O díptico aponta para uma das mais destrutivas e injustas faces do Antropoceno: a escala industrial da produção de proteína animal e a barbárie oculta na normalização do consumo. Enquanto o Antropoceno é frequentemente debatido em escalas geológicas abstratas, as obras materializam sua dimensão mais imediata: a exploração sistemática e violenta de vidas, no caso, vidas não-humanas, baseadas num especismo irrefletido. Vegan 1 e Vegan 2 expõem a onipresença de um sistema que transforma vida em mercadoria e aponta para a letargia de uma cultura que se acomoda em hábitos irrefletidos. O dripping central, que remete a sangue, atua como denúncia visual do imenso impacto ambiental e dos danos à saúde pública decorrentes desse modelo. Assim, o conjunto confronta a mencionada letargia da cultura contemporânea, instigando o espectador a refletir sobre a barbárie oculta em hábitos comercialmente fabricados e também sobre a urgência de uma transição ética e sustentável.

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