Faces

Minha criação foi guiada por um impulso instintivo, uma necessidade de transferir para a tela uma energia latente, quente e inquietante. Não houve planejamento, apenas a reação ao pigmento vermelho e ao contraste com a escuridão.

Os rostos emergiram do fundo febril como fantasmas de emoções não ditas. Eles não são retratos de pessoas específicas, mas arquétipos de estados de espírito. O sofrimento e a indiferença capturados nas pinceladas são os polos opostos dessa energia visceral. É uma obra que não pede para ser entendida, mas para ser sentida na pele, como um calor sufocante que emana da pintura.

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