Rosas ao Vento

Nesta ilustração, a figura feminina emerge como um portal entre o visível e o invisível. Envolta por flores que desabrocham em seus cabelos como símbolos de força, beleza e sabedoria ancestral, ela carrega no gesto de fumar um rito silencioso, quase sagrado. A fumaça que escapa de seus lábios não é apenas matéria no ar: ela serpenteia como energia, como prece solta ao vento, como aquilo que sobe levando intenções, memórias e mistérios.
Há nessa cena uma calma enfeitiçada, onde o feminino se encontra com o espiritual. As flores adornam sua presença como se a natureza reconhecesse nela um poder antigo, enquanto a fumaça dança ao redor de seu corpo como manifestação do invisível, transmutando peso em leveza, matéria em espírito, silêncio em encanto.