Um vulcão em meio ao oceano profundo

Um vulcão em meio ao oceano profundo.
Profundidade, carrega o frio em seus ossos. Um caminho a escorrer por entre os fios de gelo. Rasgada pelas lâminas gélidas de sua alma, queimada por sua vontade e sentimentos. Mas a pele denuncia, a frieza que contrasta a intensidade de ser e existir, um soneto nunca ouvido, escondido sob o olhar marcado, lábios volumosos e insinuantes por um querer a mais. O contraste grita, a pele lápis-lazúli, melancólica, fugaz…
Magnifica em incandescência, ela brilha intensamente com suas chamas naturais, tão viva e louca, carrega as vibrações do mundo em si. Cachos que pendem em ondas, delineando sua face delicadamente, tão chamativa e encantadora, quase como uma sereia de lava a envolver. Sonhos que deslizam por entre as mechas, inconscientemente buscando a si mesma por toda a própria realidade.