O que você podia ser.

“O que podia ser”
Trata-se de imaginar uma mulher em estado de passagem, entre o que ela já é e o que ainda pode se tornar.
Seu olhar revela uma luz interna que ainda não se expandiu por completo, ela imagina, atravessada por dúvidas, camadas e construções ao longo do caminho.
A obra propõe esse instante delicado em que o desejo de liberdade surge, mas ainda convive com contenções. As asas e a estrela são como sinais dessa potência latente, não como algo distante, mas como algo já presente, pedindo reconhecimento.
A roupa é construída com fita crepe reutilizada, material simples e cotidiano. Aqui, ele ganha outro sentido: aquilo que antes servia para segurar, proteger ou remendar passa a compor o corpo e a imagem, revelando beleza e força no que seria descartado.
“O que você podia ser” fala sobre esse momento anterior à afirmação; quando a luz já existe, mas ainda está sendo descoberta.

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