Entre Pirâmides e Paredes

Esta obra, executada em técnica mista com tinta acrílica e caneta Posca, apresenta um diálogo visual entre o antigo e o contemporâneo. A cena retrata uma figura inspirada na estética do Egito Antigo, posicionada de costas, em um gesto tipicamente urbano: o ato de grafitar.
Ao invés de hieróglifos tradicionais, o personagem insere um símbolo ankh em estilo moderno, remetendo à vida e à eternidade, agora reinterpretadas sob a linguagem do grafite. O contraste entre a parede com inscrições antigas e a intervenção contemporânea cria uma reflexão sobre permanência, identidade e transformação cultural.
Ao fundo, elementos icônicos como as pirâmides, o deserto e a esfinge reforçam a conexão com o passado, enquanto o pôr do sol vibrante traz calor e intensidade à composição. A presença do grafite “42” e a assinatura estilizada sugerem uma ponte entre o artista e a obra, misturando narrativa pessoal com referências históricas.
A obra propõe uma releitura do sagrado no contexto urbano, onde tradição e modernidade coexistem, questionando quem escreve a história

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